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Marcos Pontes

 Marcos Pontes,  Seu sonho: queria ser piloto e, quem sabe, um dia, alcançar o espaço.

Com esse sonho, todos os finais de semana ia de bicicleta ao aeroclube da cidade para ficar “mais perto” dos aviões, e dos seus sonhos. Como não tinha dinheiro para pagar pelas caras horas de voo, os pilotos do local aconselhavam a entrar para a Força Aérea. Lá ele poderia ser piloto e ter uma carreira militar.

Desde criança, sempre teve  esse padrão mental baseado em criar objetivos, planejar, incluindo riscos e alternativas para situações adversas e obstáculos, e depois manter o foco no objetivo até alcançá-lo.  Disciplina, honestidade e determinação sempre foram valores constantemente enfatizados e exigidos do seu comportamento.

“Você pode ser e fazer o que quiser na vida, desde que estude, trabalhe, persista e sempre faça mais do que esperam de você!” Palavras  e ensimanetos de sua mãe.

Depois de 4 anos de curso como cadete aviador na AFA em Pirassununga, foi graduado como Aspirante Aviador e transferido para o 2º/5º Grupo de Aviação (Esquadrão Joker) na Base Aérea de Natal, onde, em um ano, completou a  formação de Piloto de Caça (Ala da Aviação de Caça).

De Natal foi transferido para o 3º/10º Grupo de Aviação (Esquadrão Centauro), em Santa Maria, RS.  Se tornou  Instrutor e Líder de Esquadrilha da Aviação de Caça.  O  sonho de voar havia se realizado.  Era  um piloto de combate da Força Aérea Brasileira!

Mas a vida é uma constante mudança. Não podemos nos deixar abater pelo medo de sair da zona de conforto.  Na verdade, precisamos ter novos sonhos, novos objetivos e criar as mudanças nessa direção. Diz Marcos Pontes.  Assim, pediu  ao comandante do esquadrão para deixar a aviação de caça e fazer o vestibular para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ele estranhou, questionou, mas autorizou.

Estudou  em suas horas vagas e prestou  o vestibular. Quem já fez o vestibular do ITA sabe o que “estudar” significa. Diz Marcos Pontes.

Seu objetivo era ser Piloto de Testes de aviões, e havia notado que, na época, a FAB tinha pilotos de testes e engenheiros de teste em “corpos separados”. Não havia nenhum “híbrido”, alguém que fosse, ao mesmo tempo, engenheiro e piloto de testes. Era uma oportunidade a ser criada, mas antes ele  precisaria de 5 anos de trabalho com sucesso no ITA e depois mais um ano de curso na Divisão de Ensaios em Voos (IPEV) para juntar as duas coisas – A experiência operacional como piloto de caça e o curso de engenharia –  o tornaram  o primeiro piloto de testes e engenheiro formado no Brasil.

Foram 6 anos de trabalho para atingir seu objetivo.

Como piloto de testes,  teve a oportunidade de voar praticamente todas as aeronaves da Força Aérea Brasileira. Além disso,  voou em  diversas aeronaves de topo de linha nos meados da década de 1990, como os americanos F-15 Eagle, F-16 Falcon, F-18 Hornet e o russo MIG-29 Fulcrum.
Foram anos de muito trabalho e diversão também! Afinal, ele somava as  duas coisas que sempre adorou : voo e a engenharia!

Em 1996,  foi  selecionado pelo Alto Comando da Aeronáutica para outro mestrado na Califórnia, EUA. Agora em “Engenharia de Sistemas”.  Sempre a lembrança da frase de sua mãe: “Sempre faça mais do que esperam de você!”. Concluiu  o mestrado em 18 meses e começou  PhD na mesma área.

Em 1998, recebeu  um e-mail do seu  irmão dizendo que a Agência Espacial Brasileira (AEB) faria um concurso público para selecionar o primeiro astronauta brasileiro.

A seleção era aberta a todos que tivessem os requisitos, pediu  autorização à FAB e fez  a inscrição. Era a chance de realizar o  sonho de ir ao espaço!

No final do processo, o chefe de seleção disse: “Marcos Pontes, você foi o escolhido para representar o Brasil na NASA, como candidato a astronauta, no Johnson Space Center, em Houston, junto aos outros 15 países participantes do programa da ISS. Você, se aceitar, poderá se tornar o primeiro astronauta da história do Brasil”.

Depois de dois anos de curso, em dezembro de 2000, finalmente recebeu o “brevê de astronauta”. Agora  ele  era um astronauta profissional “Especialista de Missão”, que é um nome bonito para “Engenheiro de Voo”, aguardando escalação para meu primeiro voo espacial.

A história entre os anos de 2001 e 2005 é longa e cheia de detalhes políticos.  Ele relata  no seu livro “Missão Cumprida. A História Completa da Primeira Missão Espacial Brasileira”.

Finalmente, em 2005, a AEB  foi escalado  com os Russos.

Depois do treinamento em Star City e decolar do Centro de Lançamento de Baikonur, no Cazaquistão, no dia 29 de Março de 2006, a bordo da Soyuz TMA-8 sobre um foguete Soyuz com 200 toneladas de combustível, concluiu a Missão Centenário, com pleno sucesso, em 10 dias no espaço (2 a bordo da Soyuz e 8 na ISS).

Depois da missão, voltou  às suas  atividades normais como astronauta em Houston.

Permanece até hoje à disposição do Programa Espacial Brasileiro.

Um dos seus  sonhos é que havendo um segundo astronauta brasileiro (não turista espacial) , que este seja um dos seus  alunos(as). Quem sabe?!! Diz Marcos Pontes.

 

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